O gordinho simpático já chegou… para desnorte dos pais!

natal-em-loulePois é verdade! Desta vez não vou falar de assuntos tremendamente sérios, das eleições nos Estados Unidos da América ou da morte de Fidel Castro, dos enredos que pautam as aprovações dos vários orçamentos municipais, das tricas e dicas entre quem está no poder e na oposição sobre as descidas do IMI e de outros impostos e taxas municipais, das inaugurações de obras que se estão a guardar para perto das eleições autárquicas. Nada disso me interessa, e à grande maioria dos pais, acredito eu, até final do ano.

Pois é! O sacana do gordo de bochechas avermelhadas já anda por aí com a força toda e é o salve-se quem puder. Já não bastava os canais para crianças passarem metade do tempo a anunciar os novos nenucos, barbies, nancys, elsas e anas, patrulhas pata e afins – com os catraios logo de dedo apontado e a gritar “Eu quero aquele!!!” – agora foi mesmo o Pai Natal que se instalou nas principais cidades do Algarve, com as suas aldeias natal, do sonho ou sei lá que mais designações fofinhas e chamativas.

As principais artérias comerciais, e as grandes superfícies, vestiram-se de vermelho com um mês de antecedência e começa o martírio para quem tem filhos. Para a maioria dos pais, as dores de cabeça passam por conseguir esticar o pouco dinheiro que sobra dos ordenados – já nem sei a quantas anda o subsídio de Natal – para comprar algum brinquedo para os filhotes. Para os poucos que até têm alguma folga financeira, o problema é tentar perceber que raio querem, afinal, os filhos, porque os meninos e meninas, como bem sabemos, todos os dias desejam uma coisa diferente.

Andamos todos numa roda-viva para comprar o que procuramos ao preço mais baixo possível. Noutras situações, o desespero para encontrar aquele item específico é tanto que nem nos preocupamos com o preço, o importante é satisfazer o pedido da filha ou filho. Veja-se as figuras que nós, homens e mulheres com idade para ter juízo, fazemos para tentar encontrar esta ou aquela miniatura de alimento ou produto de limpeza e higiene pessoal que uma cadeia de supermercados se lembrou de inventar. Como se não tivéssemos assuntos mais importantes para resolver no dia-a-dia, mas os pequenotes não querem saber disso.

Aos brinquedos juntam-se os eventos, com o Algarve a receber vários concertos de música e espetáculos de teatro ou dança vocacionados para o público infantojuvenil, e lá ando eu feito maluco a tentar descobrir bilhetes para a «Vila dos Heróis» que vai acontecer em Quarteira. E outros andam atrás de bilhetes para o espetáculo do Ruca, em Loulé, ou da Magia da Disney, em Portimão e por aí adiante. As câmaras municipais também ajudam à festa, para dar um folego extra ao comércio local e para não ficar atrás das suas conterrâneas, com as tais aldeias e vilas do Pai Natal, com desfiles de mini-Pais Natal, com neve e escorregas e concursos de árvores de Natal.

Nada tenho contra isso, convém dizer. Todas essas iniciativas dão um colorido especial às cidades nesta época do ano; ajudam, de facto, o comércio local a fazer frente às grandes superfícies; e, claro, fazem as delícias das crianças. E nós, que remédio, temos que organizar as nossas agendas profissionais para acomodar todos esses eventos e acontecimentos, para além das típicas correrias enquanto os itens das cartas para o Pai Natal não têm todos um certo à frente.

Daniel Pina

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