O regresso das 7 maravilhas! Outra vez?!!

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Assim de repente, quase sem se dar por elas, ei que voltaram as triunfantes 7 Maravilhas de Portugal e eu que pensava que o filão tinha secado depois de terem sido eleitas as melhores sete praias do país, em 2012. Mas não, a organização do concurso lá se lembrou de uma nova variante, agora em formato «Aldeias» e já são conhecidas as 49 pré-finalistas, sete por cada uma das sete categorias, porque isto é um assunto sério de marketing, tem que bater tudo certo.

Como sempre gostei dos livros, filmes e programas de aventura à laia do Indiana Jones e da Lara Croft, acompanhava com algum interesse este tema quando era miúdo e já na altura havia várias listas das ditas maravilhas, dependendo do organismo internacional que a elaborava. Assim, havia as Sete Maravilhas do Mundo Antigo (Jardins Suspensos da Babilónia, Pirâmides de Gizé, Estátua de Zeus, Templo de Artémis, Mausoléu de Halicarnasso, Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria), as Sete Maravilhas da Era Medieval (Stonehenge, Coliseu de Roma, Catacumbas de Kom el Shoqafa, Torre de Porcelana de Nanquim, Muralha da China, Torre de Pisa e a Basílica de Santa Sofia) e as Sete Maravilhas dos Tempos Modernos (Grande Muralha da China, Taj Mahal, Cristo Redentor, Migração do Serengueti, Ilhas Galápagos, Grand Canyon e Machu Picchu)

Entretanto, mudou o milénio, entramos no século XXI e as cabecinhas pensadoras constataram que as «velhinhas» sete maravilhas já não atraiam tantos turistas como antigamente e que era preciso uma lufada de ar fresco. O mundo também já não era o mesmo e havia novas potências que gostavam de figurar na preciosa lista, e assim se decidiu eleger as novas Sete Maravilhas, no dia 7 de Julho de 2007, designadamente a Muralha da China, a cidade de Petra (Jordânia), o Cristo Redentor (Brasil), as ruinas de Machu Picchu (Perú) e de Chichén Itzá (México), o Coliseu de Roma (Itália) e o Taj Mahal (India).

Na altura, a gala de eleição realizou-se em Lisboa e a RTP aproveitou a embalagem para se escolherem igualmente as Sete Maravilhas de Portugal e, concorde-se ou não, os vencedores foram o Castelo de Guimarães, Castelo de Óbidos, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos, Palácio Nacional da Pena e Torre de Belém. O problema é que os portugueses não saber parar e, como na altura não havia austeridade, começou a organizar-se um concurso todo os anos.

Primeiro foram as «Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo» – Fortaleza de Diu (Índia), Basílica do Bom Jesus (Goa, Índia), Convento de S. Francisco de Assis da Penitência em Ouro Preto e o Convento de S. Francisco da Ordem Terceira em Salvador da Baía, Fortaleza de Mazagão (Marrocos), Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde), Igreja de São Paulo (Macau). Depois as «Sete Maravilhas Naturais» – Floresta Laurissilva, Parque Nacional da Peneda-Gerês, Grutas de Mira de Aire, Lagoa das Sete Cidades, Portinho da Arrábida, Ria Formosa, Paisagem Vulcânica do Pico. Depois, as «Sete Maravilhas da Gastronomia» – Alheira de Mirandela, Queijo da Serra da Estrela, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Sardinha Assada, Leitão da Bairrada e Pastel de Belém.

Em 2012, chegou a vez de eleger as sete melhores praias do país e, curiosamente, algumas praias algarvias que todos os anos figuram entre as melhores da Europa e do Mundo, nem sequer fizeram parte do lote das 21 finalistas, se calhar porque as câmaras municipais não tiveram dinheiro para gastar em candidaturas, pois vivia-se o pico da crise. Votos para aqui, votos para acolá, decidiu-se que as 7 Maravilhas – Praias de Portugal eram a Praia do Porto Santo, a Praia de Vila Nova de Milfontes, a Praia de Odeceixe, a Lagoa do Fogo, a Praia da Zambujeira do Mar e a Albufeira do Azibo.

Cinco anos volvidos, cá temos nova edição das 7 Maravilhas de Portugal, agora toca a selecionar as melhores aldeias portuguesas e, como a crise já passou, puxou-se pela cabeça para se inventar sete categorias – Rurais, Ribeirinhas, Remotas, em Áreas Protegidas, Monumento, de Mar e Autênticas – com sete finalistas em cada uma, para perfazer o simpático número de 49 finalistas. O Algarve até nem se pode queixar, temos seis aldeias no lote final, a saber Paderne, Cachopo, Bordeira, Ferragudo, Estoi e Alte. Agora, toca a votar até dia 20 de agosto, altura em que são escolhidas as 14 finalistas, para depois se seguirem mais duas semanas de votos até se conhecerem as grandes vencedoras, a 3 de setembro.

Daniel Pina

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